Na última segunda-feira, assisti ao concerto do tenor lírico catalão “Jose Carreras”, no Hotel Conrad em Punta del Leste. “Josep Carreras i Coll”, conhecido como “José Carreras” fez sua estréia em óperas com apenas onze anos de idade e durante toda a sua carreria cantou e encenou mais de sessenta papéis (dentre os quais, “Giuseppe Verdi” e “Giacomo Puccini”), nas maiores e melhores casas de ópera do Mundo.
José Carreras tornou-se ainda mais reconhecido mundialmente como um dos célebres “Três Tenores”, ao lado de “Plácido Domingo” e “Luciano Pavarotti”, sendo memorável o concerto realizado na festa de encerramento da Copa do Mundo de Futebol da Itália, nas “Termas de Caracala” em 1990.
Tão incrível quanto sua voz abencoada é seu trabalho diante da “La Fundació Internacional Josep Carreras per La Lluita Contra la Leucemia” (Fundacão Internacional de Leucemia José Carreras), que foi criada após o tenor ter descoberto sofrer da doenca em 1998.
Na oportunidade em que buscava a cura pelo doenca, surgiram “boatos” acerca da seguinte história:
“Perdão foi feito para a gente pedir, perdão foi feito para ser dado também. Foi o que aconteceu com os tenores espanhóis Plácido Domingo e José Carreras, os quais se tornaram inimigos em 1984, por questões políticas.
Em 1987, porém, José Carreras descobriu que tinha leucemia. Submetendo-se a tratamentos sofisticados, viajava mensalmente aos Estados Unidos. Sem poder trabalhar, e com o alto custo das viagens e do tratamento, logo sua razoável fortuna acabou.
Sem condições financeiras para prosseguir o tratamento, Carreras tomou conhecimento de uma clínica em Madrid, denominada Fundación Hermosa, criada com a finalidade única de apoiar a recuperação de leucêmicos. Graças ao apoio dessa clínica, ele venceu o câncer. Voltando a cantar e a receber altos cachês, José Carreras tratou logo de se associar à Fundação para ajudá-la financeiramente.
Foi então que, lendo o estatuto da Fundación Hermosa, descobriu que seu fundador, maior colaborador e presidente era Plácido Domingo. Mais do que isso, Carreras descobriu que a clínica fora criada, em princípio, para atender exclusivamente a ele mesmo. Plácido se mantinha no anonimato para não constrangê-lo a aceitar o auxílio de seu inimigo.
Momento muito comovente aconteceu durante uma apresentação de Plácido, em Madrid. De forma imprevista, Carreras interrompeu o evento e se ajoelhou a seus pés. Pediu desculpas a Plácido publicamente, agradecendo o benefício de seu restabelecimento.
Mais tarde, uma repórter perguntou, numa entrevista a Plácido Domingo, por que ele criara a Fundación Hermosa; afinal, além de beneficiar um inimigo, ele concedera a oportunidade de reviver Carreras, um dos poucos artistas que poderiam lhe fazer alguma concorrência. Sua resposta foi simplesmente a seguinte: “Porque uma voz como a dele não se podia perder”. Diante desses gestos de grandeza moral de Plácido e Carreras, afirmamos sem dúvida que os dois, de fato, exemplificaram o perdão e a humildade ensinados por Jesus.”
Verdade ou não, ao menos representa uma bela licão de compaixão…
Beijos, Mari.

http://www.fcarreras.org/en/denial-of-published-information-concerned-alleged-financial-suport-by-mr-plácido-domingo-and-fundación-hermosa-to-mr-josep-carreras_31308
Veja no link acima que tudo não passa de invencionice de internet.
Jen,
Vou ver!!! Obrigada
Bjs